Temer elogia Seder de Pessach na Catedral Metropolitana de Porto Alegre

O presidente Michel Temer elogiou o Seder de Pessach realizado em 11 de abril SIBRA – Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, em evento inter-religioso inédito no país.

Cerca de 300 pessoas participaram do jantar, entre os quais o arcebispo metropolitano de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, padres, bispos auxiliares, e seminaristas.

“Eventos únicos devem ser abençoados. É, frequentemente, fácil falar de ecumenismo e de tolerância religiosa sem efetivamente praticá-los. Muitos discursos não se traduzem por atos efetivos. Eis por que a Arquidiocese de Porto Alegre e a SIBRA (Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência) estão efetivamente de parabéns. Estão dando um exemplo não só para o país, mas para o mundo”, escreve Temer, em mensagem enviada à SIBRA e à Arquidiocese de Porto Alegre.

A mensagem prossegue:

“Estamos vivendo neste dia, neste lugar sagrado, um momento histórico. Quem poderia pensar – e muito não o pensam – que uma comemoração judaica – Pessach – poderia ser celebrada em uma Catedral?

A surpresa bem mostra que uma nova forma de comunhão religiosa e humana é possível. Somos tomados de admiração!

Duas religiões, que já se antagonizaram no passado, confraternizam no presente, sob a condução de lideranças que se abriram ao diálogo inter-religioso. Não pensaram no que os diferencia, mas no que os une.

A ideia de união, de irmandade, muitas vezes é esquecida em um mundo capturado por conflitos e violências dos mais diferentes tipos e pelos interesses materiais mais imediatos.

O mundo precisa de novas iniciativas. O Brasil precisa de pacificação. Os Senhores estão dando um exemplo. Enquanto brasileiro e presidente deste país, sinto-me especialmente orgulhoso, compartilhando deste sentimento de profunda elevação espiritual e humana.

Parabéns aos Senhores. Deus seja louvado! Shalom!”

O rabino Guershon Kwasniewski falou sobre a maturidade das duas comunidades: “Depois de séculos de inimizade e perseguição, neste ato, entramos para a história para mudar a história. Para dizer que católicos e judeus podem conviver em paz, sem ódio, sem perseguição e sem rancores, tendo maturidade com relação ao passado”, disse ao jornal Zero Hora.

O arcebispo afirmou que a grande repercussão gerada pelo evento não era prevista, e acredita que está relacionada a um resgate de elementos de humanidade: “Tenho a impressão de que, hoje, na sociedade, estamos marcados com uma espécie de medo do diferente. E essa é uma ceia onde homens e mulheres se decidem por algo tão simples”.

Veja reportagens da TV Globo e da Band.

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