Comunidade judaica paulista promove evento em recordação ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Vela 3

Por ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, a Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a Congregação Israelita Paulista (CIP), promoveram no dia 25 de janeiro, na Congregação Israelita Paulista (CIP), um ato solene em memória às vítimas do Holocausto.

Além de lideranças judaicas e de sobreviventes do Holocausto, o evento contou com a presença de autoridades políticas, religiosas, comunitárias e diplomáticas, como a senadora Marta Suplicy, o ex-ministro Celso Lafer, a diretora do Instituto Lula, Clara Ant, os deputados Fernando Capez e Coronel Telhada, o presidente da OAB, Marcos da Costa e o presidente do Lide, João Doria, além dos cônsules e representantes diplomáticos de Israel, Itália, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Irlanda Peru e Países Baixos. Também marcaram presença Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno além de representantes de outras religiões.

Também foram lembrados Ben Abraham e Aleksander Laks, sobreviventes falecidos em 2015. Miriam Necrycz, esposa de Ben Abraham, acompanhada da sua filha e netos, recebeu como homenagem um certificado de plantio de árvores das mãos do presidente do KKL Brasil, Eduardo El Kobbi. A organização ambiental também presenteou os demais sobreviventes com Hamsas.

Representando os cerca de 20 sobreviventes que participaram do ato, Rachela Gotthilf relatou os horrores que presenciou no Holocausto e alertou para a reedição do livro Mein Kampf de Adolf Hitler. “Eu vi com os meus próprios olhos o sangue vermelho com explosões no Gueto de Varsóvia. Eu vi levarem minhas amigas. Eu senti o cheiro das câmaras de gás. Sinto a obrigação moral de contar ao mundo e dizer em voz alta: eu estive lá. Peço a vocês, cidadãos do mundo, para que interfiram com tudo o que é possível para impedir a reedição deste livro”, disse.

A solenidade conduzida pelos rabinos Michel Schlesinger e Ruben Sternschein contou com o acendimento de seis velas em homenagem aos sobreviventes e com discursos de Bruno Laskowsky, presidente da Fisesp, do deputado Fernando Capez e da senadora Marta Suplicy.

“Muita gente pergunta o por que de realizarmos este ato todos os anos, e eu respondo que temos quatro motivos: primeiro por que o mal está presente na natureza e na história da humanidade, também por que quando o mal é banalizado ele passa a ser permitido, em terceiro pela nossa obrigação com o futuro e com a juventude, uma vez que as testemunhas vivas estão indo embora e por último faço o alerta de que o mal não vem de outro planeta. Ao fazer um acordo com o Irã, o mundo civilizado está fazendo uma aposta que põe em risco toda a região, o mundo democrático e em particular Israel”, declarou o presidente da Fisesp, Bruno Laskowsky.

“Estive em Israel e visitei o Museu do Holocausto, e saí de lá com o coração amargurado pela maldade que existe nesse mundo. O mundo manda mensagens, muito antes das tragédias ocorrerem, precisamos saber interpretá-las, aprender com elas e nunca esquecer o Holocausto para que ele jamais se repita”, declarou Capez.

Hoje é aniversário de São Paulo, e quero reforçar que esta é uma cidade cosmopolita e acolhedora. Como senadora da República afirmo o compromisso de que o povo brasileiro não permitirá nenhuma situação que ameace qualquer fé ou liberdade de expressão”, finalizou Marta Suplicy.

Quem compareceu ao evento pôde conferir a exposição “Memórias do Holocausto”, com fotos, documentos e objetos cedidos pelo Museu Judaico de São Paulo, que também faz a curadoria da mostra, como cédulas de dinheiro do gueto de Theresienstadt e que mostram o personagem Moisés escondendo o mandamento ” Não matarás”, documentos de conversão emitidos pela igreja católica a judeus, a estrela amarela usada pelos judeus franceses no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, além de instrumentos médicos usados no campo de concentração de Vapmarca, na Romênia, entre outros.

O ato solene em memória às vítimas do Holocausto contou com o apoio do Consulado Geral de Israel em São Paulo, da Beth-El e Shalom, Unibes, KKL Brasil, Agência Judaica para Israel, Sherit Hapleitá e Museu Judaico de São Paulo.

 

Vista geral da CIP

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