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CJL celebra condenação judicial contra grupo neonazista no Brasil

2018-09-22 - Uncategorized

O presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, Adrián Werthein, celebrou a decisão nessa semana, que condena a 13 anos de prisão os homens que atacaram em 2005, um grupo de judeus que caminhavam com Kipot (solidéus). “É um ato de justiça, um precedente exemplar”, disse Werthein.

Pelas suas vestimentas, os agressores, homens e mulheres, que tinham idade entre 15 e 30 anos e, de acordo com relatos, um dos membros havia indicado um dos jovens com kipá, alertou: “Tem judeu ali”.

As vítimas, identificadas como Rodrigo Fontella Matheus, Edson Nieves Santanna e Alan Floyd Gipsztejn, estavam com kipot (solidéus), e foram brutalmente agredidos com golpes, pontapés e facas pelo grupo de skinheads que estavam no mesmo local que os agressores. Uma das qualificações do crime foi tortura por discriminação religiosa. Os acusados Laureano Vieira Toscani e Thiago Araújo da Silva foram condenados a 13 anos de prisão em regime fechado. O terceiro acusado, Fábio Roberto Sturm, a 12 anos e oito meses

“Consideramos essa ação judicial como uma mensagem da sociedade brasileira que não está disposta tolerar atos de violência e intolerância”, afirmou Werthein, que destacou o ‘grande trabalho da Confederação Israelita do Brasil (CONIB) e da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRGS) para que este delito não ficasse impune.

O presidente da CONIB, Fernando Lottenberg, comentou que apesar da longa tramitação do processo, obtivemos um resultado no qual a justiça manda uma mensagem clara: “Crimes de motivação racista o antissemita devem ser duramente combatidos e repreendidos. Não há lugar para ideologias supremacistas em um País democrático como o Brasil”.

Sobre o CJL:

Organismo internacional que reúne as comunidades judaicas da região, atuando como seu braço diplomático ante governos e instituições internacionais. É um braço do Congresso Judaico Mundial, entidade que representa comunidades judaicas de mais de 100 países.

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