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Brasil é um dos copatrocinadores de ação da ONU contra antissemitismo

2018-08-30 - Uncategorized

O Brasil é um dos copatrocinadores de ação conjunta da ONU contra o antissemitismo, no âmbito de seu Conselho de Direitos Humanos. A medida foi comunicada pelo Ministro Aloysio Nunes ao presidente da Conib, Fernando Lottenberg. “Dado o histórico do Conselho em relação a Israel e temas judaicos, a iniciativa brasileira é extremamente pertinente”, afirmou Lottenberg, que se reuniu com o Ministro, nesta quarta-feira em Brasília. Além do Brasil, outros 25 países copatrocinam a ação, entre eles Reino Unido, Holanda, Japão, Hungria e Espanha. 

Em fevereiro, após seis anos sem visitas, Aloysio Nunes visitou Israel acompanhado pelo presidente da Conib, Fernando Lottenberg, e pelos embaixadores Yossi Shelley e Paulo Cezar Meira de Vasconcellos. 

No dia 26 de janeiro, a Folha de S.Paulo publicou artigo de Aloysio Nunes sob o tema “O dever de rememorar o Holocausto” em que o chanceler cita o Holocausto como “um dos momentos mais tristes da história da humanidade” e “a força das vítimas, que, mesmo nos momentos de maior desespero, deixaram exemplos de solidariedade e superação”. “Não menos impressionante foi o apego à esperança dos sobreviventes, alguns do quais adotaram o Brasil como seu novo lar, dando contribuição inestimável à formação do nosso povo e ao desenvolvimento do país”. “O drama do Holocausto levou à adoção, na Organização das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Os crimes do nazismo impuseram a clara necessidade de elevar o indivíduo à condição de sujeito de direitos na cena internacional. Infelizmente, esse esforço, embora necessário e louvável, ainda não foi suficiente para superar as violações sistemáticas de direitos humanos em diversos quadrantes do mundo”. “Atos hediondos voltaram a acontecer desde o fim da Segunda Guerra Mundial. E o antissemitismo continua presente hoje em formas recicladas, porém não menos odiosas, inclusive, em alguns casos, encoberto pelo antissionismo”. 

No artigo, o chanceler destaca: “Como chefe da diplomacia brasileira, não poderia deixar de lembrar os dois “justos entre as nações” brasileiros, ambos do Itamaraty, Luiz Martins de Souza Dantas (1876-1954) e Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011), que descumpriram instruções superiores para salvar judeus das garras do nazismo. Houve outros como eles, que, ante o colapso moral à sua volta, colocaram o dever para com a humanidade acima de considerações burocráticas e de conveniências, assumindo riscos para poupar vidas. Também por essa razão, é fundamental rememorar o Holocausto para que essa encarnação do mal absoluto jamais volte a ocorrer e para que outras atrocidades sejam prevenidas com as armas da tolerância, do diálogo e da justiça”. “A memória do Holocausto nos impele a agir e a seguir lutando sem trégua por um mundo mais justo e solidário, em que os seres humanos estejam livres de abusos e arbitrariedades e sejam respeitados sem distinção de qualquer natureza — origem social, cor da pele, etnia, crenças religiosas e posições políticas”. “Ao fortalecer a memória coletiva de rechaço ao horror indizível do Holocausto, homenageamos as vítimas e recordamos a necessidade de combater, aqui e agora, as ideologias nefastas que desumanizam o outro. O ato de rememorar é, pois, um imperativo político e moral que nos vacina contra a condescendência diante da exclusão e da injustiça, reavivando a chama da esperança em nossa humanidade comum”.

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