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Festival do Cinema Judaico de São Paulo chega a 22a Edição

2018-07-26 - Uncategorized

De 5 a 15 de agosto, o Clube Hebraica realiza o 22º Festival de Cinema Judaico de São Paulo, trazendo à capital paulista 32 produções premiadas e apresentadas em diversos festivais internacionais. O clube foi o responsável por idealizar e organizar o evento desde sua primeira edição, em 1996. Além de longas-metragens de ficção, o programa inclui também documentários.

Este ano, além do Teatro Arthur Rubinstein na Hebraica e do MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, o festival conta com dois novos lugares de exibição, com sessões no Sesc Bom Retiro e no Instituto Moreira Salles (IMS). Ao todo, são três salas com ingressos a partir de R$ 12,00 e uma com exibições gratuitas. Uma parceria com IMS traz ainda o lançamento do DVD Diário Revisitado 1990-1999 com a obra do diretor David Perlov.

O público poderá assistir filmes que abordam diferentes assuntos que vão além da temática judaica, com produções de caráter universal e aspectos diversos, como história, política, protagonismo feminino, questões LGBTQIA+, imigração, direitos humanos, entre outros. A edição celebra ainda o maior número de produções brasileiras já apresentado desde a sua criação com cinco filmes nacionais. Esse ano, o evento também apresenta o inédito Panorama Israel, que comemora os 70 anos do país, por meio de uma significativa amostra da força do Cinema Israelense atual em 6 títulos, que colecionam prêmios internacionais.

Act of Defiance 03O filme de abertura, o israelense O Testamento, traz uma reflexão a respeito das relações humanas e religiosas e conta a história de Yoel, um historiador ortodoxo, que está pesquisando sobre um massacre brutal de judeus que ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial na vila de Lensdorf, Austria. A trama começa com quando o protagonista suspeita que estão querendo apagar o caso para sempre com a construção de um empreendimento imobiliário exatamente no local onde suspostamente estão enterrados muitas dessas pessoas. A sua dificuldade em encontrar as provas que parariam o projeto, faz com que ele inicie uma investigação sobre o incidente. Ao examinar testemunhos confidenciais de sobreviventes do Holocausto, Yoel encontra, para sua surpresa, um testemunho dado por sua mãe, que ele não sabia que existia. O filme, que ganhou o prêmio de Melhor Filme Festival Haifa em 2017, tem direção de Amichai Greenberg. A sessão especial de abertura, será no dia 5 de agosto, às 19h, na sede da Hebraica.

Outros destaques são as produções vindas de países distantes como Além das Águas da Dinamarca, Sobibor da Rússia. No ano em que é celebrado 100 anos do nascimento de Nelson Mandela, o festival traz o surpreendente Um Ato de Desafio da África do Sul, que mostra um período importante da vida do ex-presidente. Baseado em fatos reais, o filme chama atenção para o corrupto e injusto sistema político do país no período do apartheid e mostra a poderosa e cativante história de um momento seminal da luta contra o racismo, explorando a pouco conhecida participação dos judeus sul-africanos nessa época.

Protagonismo feminino

KEEP THE CHANGE_[COURTESY OF KEEP THE CHANGE]_1As mulheres estão muito bem representadas na 22ª edição do Festival. Dirigido por Rachel Israel, o ousado e corajoso Fique com o Troco, é considerado uma reinvenção sincera e surpreendente da comédia romântica ao trazer interpretações espontâneas de atores com autismo. Bombshell: A História de Hedy Lamarr, é um documentário de Alexandra Dean que retrata um lado pouco conhecido do ícone de glamour das décadas de 30 e 40, a atriz Hedy Lamarr. Imigrante judia, sua beleza deslumbrante foi a inspiração para Branca de Neve, mas Hedy também foi a pioneira que aperfeiçoou um sistema de orientação de rádio seguro para os torpedos aliados durante a Segunda Guerra. Considerada bonita demais para ser inteligente na época, não recebeu os créditos por suas invenções.

A programação traz ainda outros bravos personagens femininos em histórias verídicas como A Pulga Alegre, uma das últimas produções do aclamado Claude Lanzmann. Com o filme, o evento homenageia ao diretor, que faleceu recentemente. Já Luz de Esperança, de Silvia Quer, apresenta a inspiradora história de Elisabeth Eidenbenz, diretora da maternidade Elne, localizada no sul da França, na fronteira espanhola. Ao longo dos anos 30 e 40, Elne forneceu refúgio para mulheres grávidas que fugiam da Gestapo Nazista e da Guerra Civil Espanhola, permitindo-lhes dar à luz em condições adequadas e obter empregos que lhes assegurassem um futuro seguro.

Pluralidade

Para Gaby Milevsky, Diretor Geral do Festival, este ano, o evento apresenta uma seleção mais robusta de filmes, que buscam cumprir o papel do evento de reunir e apresentar vários aspectos universais e da cultura judaica para toda a sociedade. “O Festival, definitivamente, Dimona Twist 02entrou na programação anual da cidade de São Paulo e dos fãs da sétima arte, reforçando a importância da Hebraica como um ícone cultural e artístico. Nessa edição, conseguimos trazer um grande intercâmbio de experiências cinematográficas de diferentes países, sempre atentos para a tolerância e o respeito entre as culturas”, afirma.

Dentro do espectro LGTBQIA+, a produção anglo-alemã O Confeteiro, de Ofir Raul Graizer, mostra-se uma meditação compassiva sobre o desejo humano de conexão. O alemão Tomas leva uma vida solitária como confeiteiro de um café em Berlim, até se apaixonar por Oren, um empresário israelense casado. Quando Oren não manda mais notícias, Tomas busca por ele em sua cidade natal, Jerusalém, e acaba aceitando um emprego em um café pertencente à sua viúva.

Panorama Israel

Para celebrar os 70 anos da criação do Estado de Israel, a Hebraica apresenta um panorama especial com produções israelenses ganhadores de diversos festivais de cinema. Dimona Twist, dirigido Michal Aviad, traz a história de sete mulheres que chegaram a Israel nas décadas de 1950 e 60 e foram mandadas diretamente para Dimona, uma nova cidade no deserto. No documentário, elas compartilham pela primeira vez suas experiências e mostram o que aconteceu depois que deixaram o norte da África e a Polônia e se viram erguendo uma cidade no meio do nada.

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