Exibição de “Jews of Egypt” lota Teatro da Hebraica

No último domingo (22/10). Mais de 500 pessoas lotaram o Teatro Arthur Rubinstein, de ‘A Hebraica’ para assistir ao filme ‘Jews of Egypt’, seguido de um bate-papo com o cineasta egípcio Amir Ramsés.

Segundo Nessim Hamaoui (Revista Shalom), principal articulador da vinda de Ramsés, esse movimento serviu para marcar os 60 anos da expulsão dos judeus do Egito. Ele explica: “O documentário aborda um tema pouco conhecido o – Êxodo Esquecido- que destruiu uma comunidade de 80 mil judeus egípcios que gozavam de uma vida boa e livre no país”.

Ramsés quis mostrar ao público parte da história local, e o fez através de vídeos e arquivos, somados a entrevistas. Sua pesquisa teve início em 2008, mas a filmagem começou apenas em 2009, tendo sido interrompida em 2011, devido à revolução egípcia, até a conclusão e lançamento em 2012.

“A censura acreditava que não acabaria o trabalho e, tampouco, haveria interesse do público em assisti-lo por se tratar de um documentário. No entanto, foram surpreendidos, ocorreu justamente o contrário”, conta ele. E prossegue “ O filme teve muita projeção. A partir de então, os censores se preocuparam que, com a revelação sobre a expulsão dos judeus egípcios e o fato de seus bens terem sido confiscados, das prisões, haveria reivindicação dos judeus egípcios por reaver seus bens confiscados e sua identidade”.

O cineasta considerou fazer o filme por vários anos. Ele, juntamente com o produtor Haitham Al-Khamissi, decidiram fazer a obra e a financiaram, por acreditar que a existência de um patrocinador dificultaria a neutralidade do filme.

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